Programa “Nascer no Paraná” é lançado em Araucária
04/03/2010
Nesta segunda-feira, no anfiteatro do Paço Municipal de Auraucária, aconteceu o lançamento oficial do programa do Governo do Estado “Nascer no Paraná: Direito à Vida”.
“O Nascer no Paraná se propõe a buscar, através de seis passos relativamente simples, novas formas de mobilização social para que possamos reunir mais forças no enfrentamento do problema da mortalidade materna e infantil. Hoje, a maioria dos óbitos são provocados por causas que poderiam ser evitadas com um pré-natal bem feito, exames de ultra-sonografia e o acompanhamento do bebê no seu primeiro ano de vida”, destacou o Secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martim.
O secretário ministrou uma palestra que foi dirigida aos profissionais da saúde de Araucária, que lotaram o auditório do anfiteatro. Ele detalhou os seis passos do programa, que inspirados nas diretrizes da Pastoral da Criança, visam promover um acompanhamento da gestante desde o teste de gravidez e o pré-natal até o término do primeiro ano de vida do bebê, reduzindo assim os índices de mortalidade materna e infantil.
Compareceram ao evento o Prefeito de Araucária, Albanor José Gomes; o secretário municipal de saúde, Aroldo Ferreira; outras autoridades municipais e demais gestores de saúde.
Conheça os seis passos
1- Criação de comitês municipais de combate à mortalidade materna e infantil – O comitê deve ser formado por representantes da sociedade civil organizada como: igrejas, associações de bairros, comerciantes, trabalhadores da saúde e poder público. Os integrantes devem se reunir periodicamente e fazer relatórios sobre a situação regional de mortalidade materna e infantil.
2- Trabalho de busca ativa das gestantes - - identificar de todas as formas possíveis as gestantes junto à comunidade e cadastrá-las no programa de pré-natal. O objetivo dessa medida é reduzir o número de mulheres que só buscam o atendimento médico na hora do parto, o que é muito arriscado tanto para o bebê quanto para a mãe.
3- Melhoria da estrutura do programa de pré-natal – fornecimento de medicamentos e exames específicos às gestantes. O principal exame é o de urucultura, que deve ser feito três vezes durante o pré-natal. Isso porque a infecção urinária em gestantes é uma das causas mais comuns de partos prematuros e de óbitos.
4- Garantia da maternidade – A mulher preste a dar a luz deve ter um atendimento humanizado. Por isso o vínculo da unidade de saúde onde ela fez o pré-natal e a maternidade onde ela terá o bebê é fundamental. A maternidade também deve encaminhar os casos de parto de risco a hospitais credenciados que possuam os equipamentos necessários para o atendimento da mãe e do nascituro.
5- Implantação da vigilância do recém-nascido – Ainda dentro da maternidade o bebê será avaliado e inserido numa classificação de risco. A mãe receberá toda a orientação necessária em relação a cuidados pessoais, cuidados com o recém-nascido e aleitamento materno.
6- Acompanhamento da criança no primeiro ano de vida – O bebê deve fazer consultas mensais, nas quais será pesado e avaliado, passará pelo programa de vacinação e a mãe receberá as orientações necessárias sobre cuidados e nutrição.
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