Ministério da saúde
divulga situação da nova influenza a (H1N1) no Brasil
10/08/2009
I - ÓBITOS
· No Brasil, entre 25 de abril e 1º de agosto, foram informados
pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde 17.277 casos
de pessoas com sintomas de algum tipo de gripe. Do total, 2.959 (17,1%)
foram confirmados como influenza A (H1N1).
· Das pessoas infectadas pelo novo vírus, a grande maioria
(71,5%) apresentou sintomas leves, num total de 2.115 pessoas. Os restantes
28,5% (844) apresentaram febre, tosse e dificuldade respiratória,
mesmo que moderada — sintomas compatíveis com a definição
de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Desse total,
55,6% foram de mulheres.
· Dos 844 casos graves com o novo vírus A (H1N1), 96 morreram
(número de óbitos registrados pelas Secretarias Estaduais
de Saúde junto ao Ministério da Saúde até
o dia 1º de julho). A taxa de pessoas que vão a óbito
em relação ao número de casos graves, portanto,
é de 11,4%. Novos óbitos reportados depois desta data
serão registrados no próximo boletim epidemiológico.
· A taxa de mortalidade dos casos confirmados de SRAG pelo novo
vírus, no Brasil, é de 0,05/100.000 habitantes.
· Cabe destacar que, de acordo com o novo protocolo, o cálculo
da taxa de letalidade em relação ao total de casos de
influenza não é mais utilizado como parâmetro para
monitorar o comportamento da doença, uma vez que os casos leves
não são mais notificados, exceto em surtos, segundo recomendação
da Organização Mundial de Saúde (OMS).
· Dos 96 óbitos registrados, 52 foram do sexo feminino
(54,2%) e, do total de mulheres, 14 eram gestantes.
· Gestação e doenças cardíacas e
neurológicas são os principais fatores de risco para óbito,
entre os casos de SRAG infectados pelo novo vírus.
· Nos casos graves de pessoas infectadas pelo novo vírus
com pelo menos um fator de risco, a letalidade foi de 23,5%, enquanto
que nos pacientes sem nenhum fator de risco a letalidade foi de 8,9%.
· Ou seja: quem tem pelo menos um fator de risco e doença
grave pelo novo vírus tem 2,63 vezes mais risco de morrer, quando
comparado com o grupo de pessoas, também com doença grave
pelo novo vírus, mas sem fator de risco.
· As duas evidências acima reforçam as ações
recomendadas pelo protocolo de manejo clínico do Ministério
da Saúde de priorização para os grupos com maior
risco para desenvolver as formas graves da doença, que são
os seguintes:
1. Gestação.
2. Idade menor que 2 e maior que 60 anos.
3. Pessoas com doenças que debilitam o sistema imunológico
(defesas do organismo), como câncer e AIDS; ou que tomam regularmente
medicamentos que debilitam o sistema imunológico.
4. Doenças crônicas preexistentes, como problemas cardíacos
(como arritmias), pulmonares (exemplos: bronquite e asma), renais (pessoas
que fazem hemodiálise, por exemplo) e sanguíneos (como
anemia e hemofilia); diabetes, hipertensão e obesidade mórbida.
II – CASOS GRAVES E SINTOMAS
· Entre 25 de abril e 1º de agosto, dos 17.277 casos de
síndrome gripal no país, 6.314 (36,5%) apresentaram quadro
de síndrome respiratória aguda grave.
· Dentre os casos de SRAG, a frequência dos sintomas se
assemelha entre os infectados pelos vírus A(H1N1) e sazonal.
III – FATORES DE RISCO
· Dentre os casos de síndrome respiratória aguda
grave (SRAG) com influenza causada pelo novo vírus, 30,1% apresentam
pelo menos um fator de risco, enquanto que esta proporção
para os casos de SRAG pela influenza sazonal é de 25,2%.
· Doenças respiratórias e gestação
são os principais fatores de risco para doença grave,
tanto em pessoas infectadas pelo novo vírus como pela influenza
sazonal.
· É importante destacar que não é indicado
comparar estes percentuais de agravamento com o que é referido
em outros países, considerando que nem todos os países
utilizam os mesmos parâmetros para classificar ou notificar casos
graves.
· Observa-se maior freqüência de pessoas com influenza
sazonal nas faixas etárias menor de 2 anos e maior de 60 anos.
Esta tendência é esperada, considerando que na influenza
sazonal estes grupos são mais afetados, comparando-se com a influenza
pelo A (H1N1).
IV – SÍNDROME GRIPAL x INFLUENZA
· Do total de casos suspeitos de algum tipo
de gripe, 25% foram confirmados para influenza (incluindo o novo vírus
e as cepas sazonais).
· Entre os infectados pela influenza sazonal, a proporção
de casos que apresentaram SRAG foi de 22,3% (318).
V – EXAMES LABORATORIAIS
· Na análise dos resultados de 4.424 exames laboratoriais
realizados nos três laboratórios de referência do
Ministério da Saúde, 2.616 (59,1%) deram positivo para
o novo vírus A (H1N1), 1.417 (32%) para influenza A sazonal,
20 (0,5%) para influenza B sazonal e 371 (8,4%) para outro agente patológico.
· Os laboratórios de referência são Instituto
Adolfo Lutz (SP), Instituto Evandro Chagas (PA) e Fundação
Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/RJ). Esses laboratórios são responsáveis
pela caracterização das cepas virais.
· Observa-se que a partir da 24ª Semana Epidemiológica
(iniciada em 14 de junho), o novo vírus passou a responder por
cerca de 60% dos resultados positivos. Mas também se notou a
detecção de casos de influenza A sazonal e outros agentes.
O aumento na detecção do A (H1N1) pode indicar, além
da ampliação da circulação do vírus,
maior especificidade da definição de caso.
· O processamento de 3.920 amostras coletadas na rede sentinela
de síndrome gripal indicou que 813 (20,8%) foram positivas para
vírus respiratórios. Dentre as amostras positivas, observa-se
que a partir da 23ª Semana Epidemiológica (iniciada em 7
de junho), os vírus influenza A (que pode incluir vírus
sazonal e o novo vírus) passam a representar cerca de 60% dos
resultados. Porém, outros vírus respiratórios têm
sido detectados, como o vírus sincicial respiratório,
adenovírus e parainfluenza.
· A rede sentinela é um sistema de vigilância que
conta com 62 unidades no país responsáveis pela coleta
de amostras monitoramento e identificação dos vírus
que circulam na comunidade.
Fonte da tabela: Sistema de Informação de Agravos de Notificação
(SINAN)/MS
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