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Funcionários da Saúde mantém greve e paralisação vai para o terceiro dia Secretaria minimiza paralisação e garante que atendimento não foi afetado. Nesta terça-feira, pelo menos uma unidade de saúde não funcionou e houve filas em outra
A greve deflagrada pelos servidores municipais da Saúde, de Foz do Iguaçu, deve chegar ao terceiro dia, na quarta-feira (10). Em assembleia finalizada por volta das 18h desta terça-feira (9), grevistas decidiram manter a paralisação iniciada na segunda-feira (8), com o objetivo de reverter um decreto (18.919/2009) da Prefeitura que determina que os servidores municipais voltem a cumprir jornada semanal de 40 horas, conforme determinado em concurso público. Uma nova assembleia foi iniciada às 19 horas, com funcionários de outras áreas, para definir se outros setores vão aderir ao movimento.
Atendimento Com a paralisação, o atendimento à população está sendo comprometido. Na manhã desta terça-feira, a Unidade de Saúde do Parque Presidente estava fechada. Dois funcionários da Prefeitura que haviam sido remanejados para atenderem no local encontraram a porta trancada. Na unidade do Jardim Lancaster, os cidadãos tiveram que enfrentar fila e esperar pelo atendimento. No Posto São João, sete funcionários grevistas faltaram. O comando de greve não soube informar quantos servidores estão paralisados, mas contestou os números apresentados pela Secretaria “Se fosse 4%, não estaria havendo transtornos no atendimento, como está acontecendo”, disse Judite Blum. A Prefeitura informou que não vai abrir da jornada de trabalho de 40 horas semanais, por ser o que determina o edital de concurso no qual os servidores foram aprovados. Segundo a Secretaria de Saúde, cerca de 60% dos servidores sempre cumpriram a escola de 40 horas e 30% estariam em situação irregular. “O que nós queremos é regularizar a situação, até porque não podemos dispor dessas horas, sob pena de o atendimento à população ser comprometido”, argumentou Zarpelon. O secretário ressaltou que os funcionários paralisados terão os dias descontados em folha de pagamento e que a assessoria jurídica da Prefeitura estuda o que pode ser feito do ponto de vista legal para que os servidores voltem ao trabalho.
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