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COFEN abre debate para alterar manual de fiscalização e irá finaciar projetos
Confen
18/03/2009

Em palestra no 2º Seminário Nacional de Fiscalização (SENAFIS), o presidente do Cofen, Manoel Carlos Neri da Silva, anunciou que está abrindo um amplo debate visando fazer as modificações no Manual de Fiscalização e nas normas internas para dar mais eficiência nas ações fiscalizadoras do sistema.

Ele defende a parceria com outros organismos oficiais para melhorar a fiscalização profissional e os serviços de saúde pública, a exemplo do MP, Vigilância Sanitária e Delegacia do Trabalho.

Uma política de reciclagem das unidades fiscalizadoras e dos gestores do sistema foi outra sugestão lançada pelo presidente do Cofen como forma de melhorar os atos fiscalizatórios, mas lembrou que antes de qualquer ação punitiva é preciso atuar de forma preventiva e educativa, evitando, portanto, que a autarquia seja vista apenas como órgão de punição.

“É preciso punir todos os atos em desconformidade com a legislação atinente a profissão, contudo é preciso evoluir as ações e atuarmos de forma educativa e preventiva”, assinalou.

De acordo com Manoel Carlos, o sistema vem passando por profundas mudanças e que, com a eleição dos novos dirigentes regionais e do novo plenário federal, essas mudanças vão ser ainda mais profundas para que o Cofen e os Corens cumpram cada vez mais suas funções institucionais com competência e transparência. “Sou muito otimista com os novos plenários. Temos colegas comprometidos com a enfermagem do Brasil e unidos em cobrar que os serviços de saúde pública sejam mais bem oferecidos a nossa população”, anunciou.

O Cofen traçou como meta deste ano a estruturação das unidades de fiscalização, segundo Manoel Carlos. Aqueles regionais que não dispõem de recursos para implantar o setor vão receber ajuda técnica e financeira desde que apresentam projetos exeqüíveis. ‘“A fiscalização é uma das principais atividades fim da autarquia e exige o empenho dos seus gestores para que tenham unidades implementadas e funcionando com competência. Para isso aconteça é necessário a vontade política de cada dirigente.”, observou Neri.

Manoel Carlos registrou que o Cofen vai priorizar o financiamento dos projetos enviados pelos Corens menos capitalizados, especialmente em informatização.
Ao finalizar sua exposição, Neri fez questão de lembrar todas as ações saneadoras colocadas em prática em sua primeira gestão, em especial registrou a experiência positiva com o curso de Proficiência que reciclou mais de quarenta mil enfermeiros brasileiros.

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