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Não existe antibiótico para variação da bactéria do HU
Portal RPC | Fábio Luporini, com informações de Simoni Saris
21/04/2009

Não existe antibiótico para a variação da bactéria Klebsiella spp ou Enterobacter encontrada em oito pacientes do Hospital Universitário (HU) de Londrina e que levou à suspensão de novas internações nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e restringiu o atendimento em quase todo o Pronto Socorro (PS) no sábado (18).

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário de Londrina (CCIH) classificou como surto a presença da bactéria no hospital. O HU é considerado de referência e atende mais de 1 milhão de pessoas de três estados.

Como não existe antibiótico para essa variação da bactéria, segundo a coordenadora da CCIH, Cláudia Carrilho, é preciso esperar a reação do organismo, para ver se ele consegue combater o micro-organismo. “Se desenvolver uma infecção, será difícil tratar”, afirmou. A bactéria multirresistente pode provocar infecção urinária, pneumonia, além de contaminar o sítio cirúrgico (região do corpo onde se realizou alguma cirurgia) ou apenas ficar hospedada no organismo. “Tudo depende de cada caso. Por enquanto só temos casos de colonização [hospedagem da bactéria]”, disse.

Dos pacientes internados na UTI, a CCIH confirmou oito pacientes contaminados sem desenvolver infecções e sete ainda sob suspeita. De acordo com Cláudia, exames serão feitos em pacientes do Pronto-Socorro (PS) na próxima quarta-feira (22) para identificar se há contaminados.

Segundo Cláudia, a bactéria teria entrado no HU no fim de fevereiro, quando um paciente, vítima de um acidente, que esteve internado em Goiás, foi transferido para a cidade. O segundo caso foi registrado no dia 10 de março. "O primeiro paciente foi colocado em isolamento, com precaução de contatos. Achamos que ficaria restrito a esse caso, mas apareceu um outro na UTI. Todas as medidas também foram tomadas", disse.

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