30 funcionários do HC
foram afastados com suspeita da nova gripe
RPC
| Gazeta do Povo
31 /07/2009
O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade
Federal do Paraná contava ontem 42 pessoas internadas com sintomas
da gripe suína. Dessas, 13 estão na UTI e 12 na área
de isolamento, sendo seis crianças. O restante está em
observação ou na unidade semi-intensiva. Todos os pacientes
que chegam estão recebendo o medicamento Tamiflu, de acordo com
a diretora-geral do HC, Heda Maria Amarante.
O pronto-atendimento do HC foi transformado na semana passada em uma
área especial de atendimento a pacientes da gripe A. As unidades
de saúde de Curitiba fazem a triagem dos pacientes e encaminham
os casos mais graves ao hospital.
Preocupados com a possibilidade de serem contaminados com o vírus
H1N1, funcionários do HC protestaram ontem por não poderem
recorrer ao pronto-atendimento do próprio hospital. A orientação
da direção do hospital é que os funcionários
que estejam em horário de serviço e tenham algum sintoma
da gripe A procurem o ambulatório do hospital. Fora do horário
de serviço, devem procurar as unidades de saúde da cidade.
“Se somos hospital de referência no atendimento, nada mais
justo que sejamos atendidos aqui. O ambulatório não está
vencendo a procura e os médicos e residentes estão sendo
atendidos prontamente. Procurei uma unidade de saúde e esperei
oito horas para ser atendido”, disse Wilson Messias, presidente
do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro
Grau Público de Curitiba (Sinditest).
A diretora-geral do HC reuniu ontem os funcionários para tentar
diminuir a preocupação e falar sobre o atendimento que
está sendo feito pelo hospital. “A prescrição
do SUS é que todos sejam atendidos pelas unidades de saúde”,
afirmou.
A diretora garante que os profissionais que estão atendendo os
casos de suspeitos de gripe A estão com todos os equipamentos
necessários para evitar contágio. “O vírus
não está circulando no ar. Ele é transmitido pela
secreção dos doentes. Quem está lidando com os
internados faz o atendimento em segurança e estamos restringindo
as visitas aos pacientes justamente para evitar que outros casos entrem
no hospital”, disse a diretora-geral.
Na última semana foram atendidos 146 funcionários do hospital,
que tem 3,5 mil pessoas trabalhando. Dos atendidos, 30 foram afastados
com suspeita da gripe nova. Há três outros casos de funcionários
com caso de gripe confirmado, mas nenhum grave.
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