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Observar leis e normas vigentes:
cuidar para perpetuar
Editorial
Há milhares de anos o gênero humano, através
da fêmea, cuidava da prole para que houvesse sua perpetuação
no Planeta Terra. Com o passar dos tempos e justamente por
haver amparo, proteção e cuidado, primeiro pelas
próprias mulheres, mas também por homens, dependendo
da região e da cultura de cada povo, houve a prosperidade
e desenvolvimento do ser humano.
A evolução filosófica na antigüidade
buscou fórmulas e formas de tratar e aliviar o sofrimento
humano. A redescoberta desse “cuidar”, ainda na
Idade Média, trouxe até nossos dias a possibilidade
de tratamentos cada vez mais avançados. Todavia, essa
incessante busca no aperfeiçoamento científico
do processo de cuidar, mesmo em nossos dias, não pode
se esquecer do amor e humanidade de que necessita aquele a
quem se ampara e se protege, tornando-os indissociáveis.
A história da Enfermagem está repleta de mulheres
e homens que, imbuídos de boa vontade, amor e humanidade,
se dedicaram a esse mister como forma de doação,
mas que sem o conhecimento científico necessário,
não produziram resultados satisfatórios nesse
processo.
Buscando atingir esse ideal, preocupada em preparar pessoas
com o perfil adequado, aliando conhecimento científico
e técnico, amor, respeito e humanização,
a inglesa nascida na Itália, Florence Nightingale instituiu
princípios fundamentais na assistência, observados
até hoje para “preparar profissionais”
que realmente exerçam ou desejem exercer a Enfermagem
como uma profissão digna, valorosa e técnico-científica,
que de fato é. Sem a qual a assistência à
saúde não subsiste.
Todos os anos comemoramos a Semana da Enfermagem, de 12 à
20 de maio, criada por Decreto do Presidente Juscelino Kubitschek
em 1960, com o objetivo de propiciar aos profissionais uma
oportunidade de congraçamento e aperfeiçoamento.
Procuremos sempre nos lembrar disso, e a cada ano nesse período,
nos empenhemos, de verdade, em sensibilizar autoridades, instituições
e colegas de profissão para que se atenham às
leis e normas vigentes duramente conquistadas, para finalmente
podermos ter a certeza de que a intuição feminina
há milhares de anos estava correta. É preciso
“cuidar para perpetuar”.
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