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O sarampo acabou? Neste momento, há evidência
da interrupção de circulação do
vírus do sarampo no Brasil desde março de 2000.
O último surto no Brasil ocorreu no Acre em fevereiro
do mesmo ano, com 15 casos. Neste mesmo ano, ainda, foram
notificados como suspeitos de sarampo no Brasil 8.037 casos,
dos quais 35 foram confirmados e são provenientes de
7 estados e 21 municípios. Destes casos 15 ocorreram
em crianças menores de um ano e 12 de 1 a 4 anos. O
Estado do Acre registrou o maior número de casos (15),
seguido dos Estados de São Paulo (13), Rio de Janeiro
(2), Paraná (2), Amazonas (1), Santa Catarina (1) e
Goiás (1).
No Paraná o último caso com vínculo
epidemiológico ocorreu em janeiro de 1999 no município
de São José dos Pinhais. Outros dois casos ocorreram:
um no município de Dr. Camargo em janeiro/2000 e o
outro no mês de julho em Foz do Iguaçu. Foram
casos isolados e a investigação não identificou
a fonte de transmissão.
O que vem sendo feito para acabar com a circulação
do vírus?
1. Intensificação das ações
de vigilância epidemiológica para detectar e
investigar todos os casos suspeitos e áreas de risco
que inclui: a notificação, investigação,
coleta de amostra de sangue, medidas de controle, busca ativa,
análise, informação e retroalimentação,
isolamento viral, ações nos municípios
de fronteira e limítrofes com os outros estados.
Atualmente a rede nacional de notificação inclui
cerca de 9.213 unidades notificantes, o Paraná participa
com 881. No ano passado, a rede de notificação
do Estado apontou 2.428 casos suspeitos, confirmou 2 de sarampo
e 26 de rubéola.
2. Atividades de vacinação para alcançar
cobertura homogênea, acima de 95% em todos os municípios
para obter imunidade de grupo eliminando os suscetíveis
e manter interrompida a cadeia de transmissão da doença.
Essas atividades incluem a vacinação de rotina,
bloqueios, campanhas de seguimento e vacinação
de grupos de risco. Como resultado o Paraná no ano
de 2.000 na vacinação de rotina, obteve uma
cobertura vacinal média de 104,14% com a vacina anti-sarampo
em crianças menores de um ano de idade e de 87% para
a tríplice viral em crianças de 12 a 23 meses.
Quando avaliada a homogeneidade, 61,1% dos municípios
obtiveram uma cobertura igual ou superior a 95% com a vacina
anti-sarampo e 39,8% com a tríplice viral. Na campanha
de seguimento, a cobertura com a vacina dupla viral em crianças
de 1 a 4 anos foi de 97,3% e 78,5% dos municípios obtiveram
uma vacinação acima de 95%.
3. Implementação das atividades do laboratório
para o diagnóstico sorológico, isolamento viral
e resultados dos exames. No ano passado o LACEN examinou 2.392
amostras para pesquisa sorológica do sarampo e o mesmo
número para pesquisa de rubéola.
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